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Credivertentes
     

14/11/2019
Mário Sérgio Cortella defende cooperativismo como solução para problemas da humanidade

Filósofo, educador e palestrante cedeu entrevista ao Sicoob Espírito Santo

Há cerca de duas semanas, o educador e consultor do Sicoob Central Crediminas, Univaldo Cardoso, frisou a mais de 150 pessoas em um evento do Sicoob Credivertentes: “O cooperativismo foi necessário no século XIX, continua necessário agora e seguirá como solução para muitos de nossos problemas amanhã”.

Não é um discurso solitário. Entre pensadores, formadores de opinião, estudiosos e líderes e representantes institucionais que defendem essa mesma perspectiva está o Papa Francisco, religioso que exalta os ideais cooperativistas com certa frequência.

Recentemente, no Brasil, quem se juntou ao grupo foi o filósofo, professor e palestrante Mário Sérgio Cortella. Em entrevista à assessoria do Sicoob Espírito Santo, o também escritor que disserta sobre comportamento humano e sociedade enfatizou: “Cooperativismo é a única saída para a humanidade”.

 

A conversa

No bate-papo Cortella falou, entre outras pautas, sobre cidadania, individualidade, família, mercado e competitividade. Para ele, aliás, é preciso repensá-la para que não se torne destrutiva. E uma das maneiras de se realizar essa transformação é incutindo na sociedade valores de coletividade e bem-comum. “Eu acho que uma das coisas que a gente deve formar, especialmente nas crianças e depois nos adultos, é a percepção de que na vida a regra jamais deve ser cada um por si e Deus por todos. Tem quer ser um por todos e todos por um. Este é um movimento que melhora a condição de um futuro que seja muito mais integrado, mais feliz e que tenha uma abundância que não seja mero acúmulo”, disse.

Todas essas percepções são as bases do cooperativismo. Não por outro motivo, o filósofo e educador o defende como “a única alternativa que nós temos para não desagregar o conjunto da humanidade”.

Segundo ele, “a percepção de trabalhar junto, de colaborar e de partilhar o resultado daquilo que tem, é a única maneira que temos de não apodrecer nossa condição de vida coletiva. Por isso, é sempre uma forma de orientação daquilo que vai impedir a falência da nossa capacidade de vida em conjunto. Portanto, não é isento de questões, problemas e turbulências. Mas, tal como disse Churchill, que a democracia é o pior dos modos de governo, exceto todos os outros, nós também podemos dizer que o cooperativismo é a pior forma de trabalho em conjunto, exceto todas as outras”.

A entrevista completa pode ser lida clicando aqui.

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