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Credivertentes
     

15/03/2019
O adeus a Jasminor Vivas

Justo, cooperativista, dono de humor ácido e paixão pelas dádivas da vida, o eterno diretor e conselheiro do Sicoob Credivertentes partiu na madrugada desta sexta, 15. Conosco ficam a gratidão e um legado inesquecível

Foto: Deividson Costa

“Eu nunca quis dominar o mundo. Era tímido demais pra isso”, disse um sério Jasminor Vivas, com mãos cruzadas sobre a mesa e óculos alinhados sobre as maçãs do rosto. Um segundo depois, soltou uma gargalhada.

“Jazinho” ou “Minor”, como gostava de ser chamado – e como se referia a si mesmo na terceira pessoa –, era assim: múltiplo, diverso; contador de histórias extrovertido; homem justo e idealista perdido nos próprios pensamentos; casca dura ao ponderar sobre suas escolhas e decisões profissionais; homem emotivo ao demonstrar saudade, solidariedade, pesar e amor. Poeta sem rimas ao descrever a beleza de um suspiro que “diz nada, mas conta tudo”.

Resiliente, brincava sobre o poder do tempo, frisava entender a finitude das coisas, lamentava a calvície, mas comemorava “a barriguinha de quem tem história pra contar”. Jurava que tinha apenas dois medos: de avião e de não ensinar o melhor para os netos - "digo, sobrinhos", como gostava de afirmar aos risos.

Nesta madrugada, porém, fez a última viagem em paz, sabendo também da missão cumprida como o esposo leal de D. Hélia; pai devotado de Mauro e Carol; cooperativista humano e inspirador para as comunidades onde passou; diretor e conselheiro determinado, apaixonado, combativo, incisivo, tomado por grande senso de justiça, respeitoso, de coração bom. 

No final de 2014, lançou o livro “Flores Vivas”, um compilado de poemas e notas escritas por aqueles que o amaram. “Sementes de coisas bonitas”, dizia, todas presentes de aniversário marcando uma tradição: registrar a grandiosidade, os segredos e até mesmo os defeitos do Jasminor que se cercava de familiares e amigos para festejar a vida no seu recanto – a fazenda em Prados.

Irreverente, dizia se recusar a pular na Fonte da Juventude por puro sedentarismo. Mas garantia que de onde estava, confortável, via tudo de melhor. Que de onde estiver consiga avistar, agora, a admiração, os ensinamentos, o carinho e a saudade que deixou aqui.     

Vá em paz, Jasminor Martins VIVO. Sempre.

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