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Especial Espírito Esportivo
     

06/02/2018
Lesão adia título de Fabinho - mas quem disse que há pausas para quem sonha?

Cooperativismo e esportes têm tudo a ver. Afinal, ambos apostam em união, persistência, esperança e muita fé no futuro para vencer. Não por outro motivo, nosso Sistema tem sido grande apoiador de eventos, equipes e atletas brasileiros. E é sobre eles que falaremos neste especial

Foto: Mariane Fonseca - Arte: Deividson Costa

A medalha de prata mais recente brilha como ouro na história de Fábio Costa, o Fabinho. No dia 28 de janeiro, o são-tiaguense desembarcou em São Paulo onde foi desafiado em mais um Mundial de Submission.

Venceu duas lutas, garantiu vaga na finalíssima do torneio como Faixa Preta. Porém... “Lesionei o ombro enquanto ainda encarava um oponente. Na realidade, o problema já dava sinais de aparecer durante os treinamentos, mas parecia controlado. No embate em si, o último classificatório, na verdade, ele veio com força. Então, infelizmente, não pude participar da finalíssima”, lamenta Fabinho com serenidade.

Pego de surpresa e ainda com dores, o atleta foi sagrado vice-campeão da disputa pela segunda vez (a primeira ocorreu em 2015). Agora, ele se prepara para dois Campeonatos Brasileiros de Jiu-Jitsu, em março e abril; e para o Mercosul em maio, na Argentina. Nas terras hermanas, aliás, ele visa buscar o tetracampeonato.

Mas jura estar cuidando do ombro machucado.

“Sigo treinando. No entanto, tenho muito mais cuidado, prezo alguns descansos e, também, procurei apoio médico. Lesões são riscos latentes nessa carreira que escolhi. Por isso compreendo os incidentes, não reclamo, não me revolto. Entendo e faço o possível para melhorar”, garante.

 

De sonho em sonho

A própria trajetória de Fabinho é uma lição nesse sentido. Ainda adolescente, descobriu que queria praticar Jiu-Jitsu numa cidade que não oferecia treinamento na Arte Marcial. Precisou buscar aulas em São João del-Rei e, certa vez, percorreu os quase 50km entre a cidade histórica e São Tiago a pé.

Havia, ainda, um impasse dentro de casa: a mãe temia pelo filho nos tatames, lugar que também batia de frente com suas crenças religiosas.

Com persistência, o hoje faixa preta driblou todos os impedimentos, se tornou referência na região e chegou a pódios de diferentes partes do mundo. Para isso, conta com a Credivertentes como patrocinadora oficial e o apoio de Joaquim “Mamute” Ferreira, expoente do Mixed Martial Arts (MMA) no país. Todos os sábados, em Contagem, Fabinho treina com o mestre e alguns de seus pupilos em rotina intensa. “Mudei tudo. Desde meu condicionamento físico a questões técnicas. Sou grato por essas oportunidades e sigo firme buscando meus sonhos”, garante.

Um deles? Chegar ao Mundial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. A seletiva é referência planetária para quem tem quimonos como uniformes e tatames como território. Perfeita para Fabinho.

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