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Credivertentes
     

27/11/2017
Agora é que são elas: representatividade feminina cresce 700% no Sistema de Governança

Delegadas tomaram posse durante III Encontro do grupo, em Barbacena

Maria, Míriam Lúcia e Ivânia / Foto e Arte: Deividson Costa

O ano de 2016 terminou com mais de 397,9 mil mulheres associadas a cooperativas mineiras, segundo informações do Sistema Ocemg. Um total representando crescimento de 23,7% no quadro social de instituições como a Credivertentes em um fenômeno que se reflete, também, na representatividade feminina.

O próprio Sistema de Governança do grupo, através de seus 161 delegados eleitos em 2017 prova isso. Na segunda formação do quadro, o total de mulheres escolhidas para darem voz a cada grupo de cem cooperados cresceu 700%.

Isso mesmo: em 2013, das 120 pessoas empossadas no Sistema de Governança, três eram mulheres. Neste ano, esse total subiu para 21. “Esse fenômeno é maravilhoso porque reflete a vontade voluntária de participar e o interesse dos próprios associados em dinamizarem seu quadro representativo. O crescimento do total de mulheres eleitas não aconteceu por cotas ou regras que obrigassem uma certa porcentagem de cooperadas como delegadas. Foi natural e diz muito sobre a transformação da cooperativa”, comentou um dos palestrantes do III Encontro de Delegados, Inocêncio Magela de Oliveira.

 

Elas

Dentre as eleitas para os próximos quatro anos estão a educadora e ex-bancária Míriam Lúcia Pinto Resende; a professora aposentada Maria Lúcia Resende; e a comerciante Ivânia Santos. A primeira estreia, em 2017, no cargo de delegada. As outras duas assumiram o segundo mandato. Todas representando o Ponto de Atendimento (PA) em Resende Costa.

“Sou associada desde a abertura da agência, em 1996, e sempre gostei de me envolver com os assuntos da Credi. No princípio, por curiosidade, por querer entender a engrenagem de algo tão diferente e humano, mesmo envolvendo capital. Depois, por ter me apaixonado pela filosofia da instituição da qual, na verdade, sou dona”, conta Maria Lúcia.

Algo semelhante comenta Ivânia: “Há algo de tão receptivo e amigo no cooperativismo que, quando você encontra o gerente da sua agência na rua, por exemplo, não o cumprimenta como aquele que o recebe numa instituição financeira. A gentileza é para alguém da família mesmo, que te conhece. Isso se reflete em todas as relações, inclusive no Sistema de Delegados”, diz. E completa: “Exatamente por isso, há motivação para continuar, para se reeleger, tirar um sábado para aprender mais e agregar conhecimentos ao dia a dia também”.

Já Míriam percebe o fator histórico nesse processo. “Também me associei assim que a Credi abriu as portas em Resende Costa. Lembro que, durante alguns anos, as assembleias eram abertas ao público, mas a participação era pequena. Com o tempo e a conscientização, as pessoas passaram a se interessar de verdade pelo cooperativismo, que só crescia. O Sistema de Governança, então, é uma consequência dessa evolução e, para nós, fazer parte dele é responsabilidade e honra imensa”, finaliza.

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